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Polícia Federal apura fraude no lançamento de candidatura feminina nas eleições de 2020 no Amapá

A PF deflagrou na manhã desta segunda-feira, dia 14/06, a Operação Cilada*, com o objetivo de reprimir os crimes de falsidade ideológica eleitoral e apropriação indébita de recursos eleitorais no pleito de 2020.

Doze policiais federais deram cumprimento a três mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, sendo dois em Macapá/AP e o outro em Itaubal/AP.

A investigação teve início após a apresentação à PF de uma notícia de crime feita pelo Ministério Público Eleitoral dando conta de um esquema fraudulento que funcionaria da seguinte forma: um dos investigados, usando de artimanha, conseguiu os documentos de uma mulher para lançá-la como candidata nas eleições de 2020. O objetivo seria atingir a cota de participação política da mulher. Para tanto, ele teria oferecido uma quantia em dinheiro a ela.

No entanto, as investigações apontaram que os dados informados para registro de candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral eram de outra pessoa. A mulher investigada afirma que não foi candidata e não fez nenhum ato de campanha. Em continuidade às investigações, observou-se que ela não teve um voto sequer e nem apresentou prestação de contas, o que é comum em casos dessa natureza.

Os envolvidos responderão por falsidade ideológica eleitoral e apropriação indébita de recursos eleitorais, com penas que podem chegar a onze anos de reclusão.

*Cilada é uma referência à forma ardil que se utiliza para conseguir candidaturas femininas em casos como o ora trabalhado.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá

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